Instituições de ensino

Obra em escola não pode atropelar o calendário letivo.

A Arqcompany coordena projeto, engenharia e licenciamento para colégios, universidades e mantenedoras confessionais em Brasília. Uma direção técnica responde por tudo: Gerley Siqueira, arquiteto e urbanista, CAU/BR A159340-4, 23 anos de mercado.

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O problema real

Cinco coisas que mudam quando a obra é numa instituição de ensino

Nenhuma delas aparece no orçamento de quem trata a escola como obra comercial.

  • 01

    O calendário letivo manda no cronograma

    A janela real de obra pesada é o recesso: duas a três semanas em julho, seis a oito entre dezembro e janeiro. Quem começa o projeto em março e só contrata em junho perde a janela e empurra a obra para o ano seguinte.

  • 02

    NBR 9050 e NBR 9077 não são negociáveis

    Rota acessível, largura de circulação e saída de emergência dimensionada pela lotação. Escola que não passa na análise do CBMDF não recebe o AVCB, e sem AVCB a unidade opera sob risco de interdição.

  • 03

    Obra com aluno circulando é outra obra

    Canteiro isolado, acesso de material segregado da entrada de alunos, controle de ruído em horário de aula e plano de evacuação provisório. Isso entra no projeto e no orçamento, ou vira improviso na primeira semana.

  • 04

    Mantenedora decide em colegiado

    Conselho, prestação de contas, às vezes cotação obrigatória entre fornecedores. O material precisa chegar com escopo fechado e orçamento por etapa, não com estimativa global que muda depois.

  • 05

    Prédio antigo quase sempre esconde duas coisas

    Elétrica subdimensionada para o uso atual e ausência de as-built confiável. Levantamento cadastral antes do projeto custa pouco perto do aditivo que ele evita.

Escopo

O que entra no contrato

Arquitetura, engenharia e urbanismo saem da mesma equipe. A compatibilização entre disciplinas acontece internamente, antes de chegar ao seu radar.

  • Levantamento cadastral e as-built de edificações existentes
  • Projeto arquitetônico de reforma, ampliação e retrofit
  • Projetos complementares: estrutural, elétrica, hidrossanitário, climatização
  • Adequação a NBR 9050 (acessibilidade) e NBR 9077 (saídas de emergência)
  • Projeto de prevenção e combate a incêndio e trâmite no CBMDF
  • Aprovação urbanística e licenciamento na SEDUH, com interfaces Caesb e Neoenergia
  • Orçamento discriminado por etapa, para aprovação em conselho ou mantenedora
  • Acompanhamento técnico de obra e entrega assistida com documentação final
Como conduzimos

Cinco fases, com prazo declarado

Aprovação em órgão público não tem prazo garantido, e quem garante está vendendo o que não controla. O que dá para controlar é a instrução do processo.

012 a 4 semanas

Diagnóstico

Visita técnica, levantamento do que existe, leitura das pendências normativas e do que a operação exige. Termina com escopo e ordem de grandeza de custo.

026 a 12 semanas

Projeto e compatibilização

Arquitetura e complementares desenvolvidos juntos. Conflito entre disciplinas é resolvido em prancha, antes de virar parede demolida.

03depende do órgão

Aprovação e licenças

Reforma sem alteração de área segue rito mais curto que ampliação. Não existe prazo garantido na SEDUH nem no CBMDF; existe processo instruído para não voltar por exigência.

04dentro da janela letiva

Obra por etapas

Frentes divididas por bloco ou pavimento, o que for compatível com o uso. Serviço ruidoso concentrado em recesso e fim de semana.

0530 dias após conclusão

Entrega assistida

Acompanhamento do primeiro mês de uso, ajustes finos e entrega da documentação: as-built, ART/RRT, manuais e laudos.

Perguntas que o comitê faz

Antes da reunião

Vocês atendem a mantenedora ou a unidade?

+
Os dois. Em rede confessional, o contrato costuma sair pela mantenedora e a execução é acompanhada pela direção da unidade. A coordenação técnica responde às duas pontas, com um interlocutor só.

Dá mesmo para executar sem interromper as aulas?

+
Depende do serviço. Pintura, forro, elétrica de baixa interferência e mobiliário sim, com canteiro isolado. Demolição, estrutura e troca de instalação principal ficam para o recesso. O que não dá é prometer obra pesada em semana de prova.

Quem assina a responsabilidade técnica?

+
Gerley Siqueira, arquiteto e urbanista, CAU/BR A159340-4. Quem executa é quadro próprio: quatro arquitetos e três engenheiros, com dois arquitetos dedicados a urbanismo. Cada disciplina complementar tem registro ativo e ART própria.

E se a obra abrir uma surpresa no prédio antigo?

+
Acontece, principalmente em elétrica e cobertura. O diagnóstico inicial reduz a chance, e o orçamento sai com contingência declarada em vez de embutida. Se o aditivo for necessário, chega com memória de cálculo, não com número redondo.

Vocês atendem fora do Distrito Federal?

+
Sim. Já executamos projetos em São Paulo e no interior. Fora do DF, a aprovação segue o órgão local e o cronograma leva isso em conta.
Próximo passo

Comece pelo diagnóstico

Visita técnica, leitura das pendências normativas e ordem de grandeza de custo antes de qualquer proposta de projeto. Retorno em até 24h.

Se a sua janela de obra é o recesso de julho, o diagnóstico precisa começar até março.